Nossa lendo todos eles como tudo se encaixa conosco, é como se todos nós sentisemos a mesma coisa e passássemos a ser um espécie de pessoa pós morte, diferentes dos seres humanos que eramos quando tínhamos nossos filhos conosco, de fato cada historia dessa que li, resumem-se numa mesma sentença... a de reaprender a viver... ou seja, passamos a ser iguais... pensamos iguais e sentimo siguais, me encaixei em todas as historias lidas e me vi em um pedacinho de cada pai e mãe desses... enfim gente deixarei aqui a todas as mães de anjos os relatos e tenho certeza que vcs tb se encaixaram... espero que gostem e leiam todos, beijos com amor da mamãe Thy!
PS: gente vale muito a pena ler os relatos de cada pai e mãe... deixarei todos ao lado de cada nome o link de cada relato... leiam vale a pena...
Pais e mães que já viveram o luto pela perda de seus filhos contam como seguiram em frente
Segundo a terapeuta Adriana Thomaz. — Mas, por mais dolorosa que seja a circunstância, há sempre a possibilidade da ressignificação da vida — completa.
Especializada em lidar com pessoas que passaram por essa experiência (algumas delas entrevistadas nesta reportagem), Adriana, profissional adepta da chamada terapia do luto, diz que o período de dor após a perda de um ente querido não tem prazo determinado, embora costume durar de um a dois anos.
É quando geralmente se dá a construção de sentidos para a vida e para a perda, justamente porque a pessoa enlutada pôde viver as datas significativas pela primeira vez.
Autoridade no assunto, o psiquiatra britânico Colin Murray Parkes diz, no livro “Luto — Estudos sobre a perda na vida adulta”, que só quando uma pessoa para de tentar recuperar é que percebe que nunca perdeu.
Você investe tanto amor num filho. O sofrimento está ligado ao amor investido — explicou Murray à Revista O GLOBO. — E, no Ocidente, em países desenvolvidos, onde o sistema de saúde é melhor, a morte de uma criança ou adolescente é inesperada, sentida de forma mais severa.
Para saber como atravessaram o processo de luto pela perda dos filhos, e de que forma sentiram a tragédia ocorrida em Santa Maria, uma equipe da Revista O GLOBO esteve com sete pais ou mães ao longo dos últimos meses. Do surfista Ricardo Bocão ouviu que só entra no mar acompanhado de Vitor, morto em 2012. Do músico Bruno Gouveia, líder da banda Biquíni Cavadão, soube que ele não sobe ao palco sem antes falar com Gabriel — cuja morte completa dois anos amanhã.
Coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto, da PUC-SP, a psicóloga Maria Helena Franco diz “que a dor é para sempre, o luto, não”. Por isso, Daniela Duque, mãe de Daniel, morto em 2008 em frente à boate Baronneti, em Ipanema, ainda celebra o aniversário do filho.
piração? Não me faz mal — diz Daniela. — Culturalmente, a gente tem que carregar o luto, mostrar tristeza, mas não posso ir contra minha essência.
Quando houve a tragédia em Santa Maria, ela pediu ao filho que “enviasse luz para aqueles meninos”: Converso com ele na cabeça, às vezes em voz alta.
Confira os relatos desses pais:
Ricardo Bocão, 58, surfista e empresário, é pai de Vitor e Bruce, e marido de Luciana. Vitor faleceu em 2012, aos 13 anos, em casa. Teve morte súbita, como se o corpo se desligasse sozinho.
Luciana Bocão, 45, empresária, é mãe de Vitor e Bruce e mulher de Ricardo Bocão.
Bruno Gouveia, 46, é vocalista da banda Biquíni Cavadão. Seu filho Gabriel morreu em 2011, aos 2 anos e dez meses, junto da mãe, Fernanda, e outras cinco pessoas, na queda de um helicóptero em Porto Seguro. Nesta segunda-feira, o desastre completa dois anos. Corre um processo contra o espólio do piloto, que decolou com a habilitação vencida havia seis anos.
Rosangela da Costa, 45, é mãe de Paula, Karoline e Adonai, morto em 2010 de ataque cardíaco, na Marinha.
Priscila Paiva, 46, produtora, é mãe de Isabella, Felipe e Pedro, morto em 2008 devido a uma reação a dois remédios.
Daniela Duque, 44, empresária, é mãe de Daniel, Sonny e Luana. Daniel morreu em 2008, aos 18 anos, com um tiro, diante da boate Baronneti. O acusado, segurança do filho de uma promotora, foi absolvido.
Cibele Paranhos, 55, funcionária do Detran, é mãe de Mariana, morta em 2011 aos 22 anos, atropelada por um carro na Avenida Presidente Vargas, no Centro. O caso não foi a julgamento. Cibele mora com sua mãe, Arlete, em Vila Isabel.
Maria Luiza filha linda, mamãe te ama e pra sempre te amará, fica com Deus minha florzinha, beijão enorme da sua eterna mãezinha Thy, com sabor de chocolate, apertado de dengo e recheado de amor... amoooooooooooo vc meu anjo!